segunda-feira, novembro 07, 2005

Destino


Em memória perdida procuro alcançar um tempo, que não sei se passou, que não sei se algum dia irei tocar... um tempo esquecido em pensamentos, em desejos, em loucuras que não alcanço, mas que procuro a cada instante, no reflexo do que és, na sombra do que sou...

...quero-te, desejo-te, mas não te consigo alcançar... chamo por ti... num grito que se transforma em sussurro de um luar, o qual vou perdendo a nítida imagem no amanhecer de uma noite que não quero que se vá deste lugar...

...encerro a velha portada de madeira, ouço um fino som da ferragem... e em descanso de paz d’alma... sinto-te meu na escuridão do espaço... mas de repente a fina luz que ilumina através da fresta da velha janela... te rouba do meu regaço... e tu na procura da luz que te ilumina segues o caminho incerto... que a ti te pertence...


...sozinha permaneço na procura de algum dia te voltar a encontrar... não sei se te devo procurar... ou apenas esperar que o destino... algum dia nos voltará... a pertencer.